Compositor: Dudu Nobre, Marcelo Motta, Manolo, Zé Moraes, Kadu Gomes, Julio Alves, Jorge Arthur, Daniel Paixão, Jonathan Tenório
Plantei no velho Salgueiro, aos pés da ladeira
No ventre da arte, uma linda roseira
Onde a cada ano colhi um buquê
Porque no meu solo fértil germina cultura
Que brota dos livros e ganha a rua
Transborda em sonho, revela em você
Um oceano de saber
São cortes em recortes pra contar
Todo requinte pra narrar
A ousadia no pincel
Vermelho que pinta o branco do papel
Teu perfume de amor vira inspiração
E faz do erudito canção popular
Viaja em contos, faz revolução
Te ensinei a colher pra te ver semear
Finca o barroco a raiz
Canta os místicos brasis
Para o nosso privilégio
Mostra feito márcias e marias
Samba é mais que teoria
Não se aprende no colégio
Enfim, desabrocha em Vieira, Tarcísio, João
Em Léo, Gabriel, o legado, a missão
Os riscos de Jorge te elevam a glória dos imortais
O céu se torna um jardim infindo
Bem ao lado de Arlindo
Pra reviver seus grandes carnavais
Ô lelê! Eis a flor dos amanhãs
A décima estrela brilha em Rosa Magalhães
Onde o samba é primavera que floresce em fevereiro
Nem melhor, nem pior, Salgueiro!